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Ago 08

 

O método indutivo não chega a teorias universais seguras pois parte do particular para o universal , no entanto poupa tempo e é funcional . Este método depende muito da observação e é precisamente aí que começa , devendo ser imparcial , rigorosa e neutra.
Na realidade , a observação nunca é imparcial , pois o cientista tem que saber o que é quer ver / observar , sendo portanto , selectiva.Seguidamente dever-se-á formular hipóteses , que serão verificadas ou refutadas após a experimentação ( por se basear na experimentação este método é sempre uma generalização ) . Superada esta , a hipótese poderá ser considerada uma lei , podendo –se a partir dela chegar a novas conclusões .
Poderá prever-se o futuro e se os dados futuros não concordarem com as previsões , a lei terá de ser alterada.A grande desvantagem do método indutivo é que nem sempre se chega a premissas verdadeiras gerais partindo de premissas particulares , o que faz com que este método científico seja algo dúbio.Por dar muita importância à observação torna-se empírico , entrando assim num círculo vicioso( falta-lhe um princípio).
O método hipotético-dedutivo é o método mais utilizado em pesquisas laboratoriais e tem por base a formulação de uma hipótese que deverá ser experimentada e comprovada. Este método começa por formular um facto-problema , uma hipótese e investiga essa hipótese tentando-a falsificar ou comprovar , inferindo da mesma consequência preditiva.Posteriormente , dever-se-á realizar a experimentação e posterior confirmaçãoou refutação da consequência preditiva.Se a experimentação confirmar consequência preditiva , a hipótese é apoiada ou corroborada , formulando-se uma lei.Se a experimentação refutar a consequência preditiva , a hipótese é rejeitada e é formulada outra hipótese.As leis são interligadas umas com as outras , chegando-se a teorias científicas que explicam um todo , ao contrário das leis que são mais pequenas e menos gerais , explicando os aspectos para chegar a um todo.
publicado por apontamentosecundario às 23:29
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Quais as vantagens do método cientifico ?
Nas ciências é indispensável a utilização de um método : conjunto de processos racionais , por meio dos quais se deduzem leis científicas ( partindo de factos particulares ) . No entanto , o método científico tem vantagens e desvantagens.
As vantagens são o facto de garantir verdades ( segurança ) , ser económico e possuir fecundidade ( produz algo , formula teorias ). As desvantagens são a rotina , pois após algum tempo , como o método é sempre o mesmo , o cientista pode cair na rotina , e consequentemente no dogmatismo.Apesar de o método resultar uma vez , não significa que resulte sempre , não devemos portanto , aceitar sempre tudo o que concluimos: seriamos dogmáticos se assim o fizéssemos.
Como funciona o método científico ?
O método científico começa com a observação . Dentro da observação podemos distinguir a observação natural e a científica. A observação natural “ vê” a natureza em bruto , sendo espontânea , não selectiva , indiferente e superficial.Daí o problema desta observação : se não tivermos uma teoria quando “ vemos “ as coisa , no fundo é como não estivessemos a “ ver “ nada.A observação científica vai ser assim selectiva ( em quantidade e qualidade ), sabe o que quer ver , possui uma teoria e é planeada ( dá importância a certos aspectos e inora os outros ): assim “ não temos ( espontâneo , percepção), fazemos ( selecção , sabe o que quer ver ) uma observação “.Esta seria a atitude própria de um cientista no início do método científico.
Depois da observação surgem as perguntas sobre o fenómeno científico . Se este fenómeno é dado ou não ( puro ) e se este fenómeno foi criado ( porque o cientista planeia a sua observação ) ou se não foi criado ( se não é absolutamente criado ).
Após a observação , existe a fase do levantamento de hipóteses.” Hipóteses “ , originalmente do grego significava “ pôr por baixo “.A melhor tradução portuguesa desta palavra seria suposição.Hipótese é portanto , algo que serve de base , é uma tentativa de fundamentar uma teoria. O primeiro passo nesta fase é portanto , a suposição , à qual se segue a tentativa de explicação ( que antecipa um modelo de explicação ).O levantamento de hipóteses não deriva directamente da observação , pois nesse caso todos os cientistas verificam o mesmo ( levantariam as mesma hipóteses ).A hipótese é sempre diferente da ficção ; enquanto que esta não tem de ser plausível , não tem limites , não está limitada pelo fenómeno e fala do futuro , a hipótese tem de ser plausível e fala do presente. O cientista tem de ser criativo a levantar hipóteses , já Einstein dizia : “ o cientista é obrigado a inventar coisas “. Um bom exemplo de um cientista de ficção é Júlio Verne que se dedicou a escrever livros sobre viagens , máquinas e aventuras impossíveis ( algumas delas impossíveis apenas para a altura em que o autor vivia ).
A última fase do método cientifico é a verificação de hipóteses , na qual os cientistas têm duas hipóteses , ou verificam ou falsificam.Os cientistas mais conservadores e dogmáticos verificam.Este método não é muito correcto , pois todas as hipóteses têm sempre uma margem de falsidade.
Karl Popper introduziu uma nova forma de fazer ciência : falsificar . Popper afirmava : “ o bom cientista tem que dizer que a sua teoria ser comprovada em vários aspectos , no entanto há outros que o próprio não consegue ultrapassar”. Isto porque todas as teorias têm excepções , senão não eram teorias e sim leis.Existem sempre aspectos que necessitam de melhoramento , tal como se diz “ a excepção confirma a regra”.
publicado por apontamentosecundario às 22:19
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Qual é a divisão clássica das ciências ?
As ciências podem dividir-se em ciências formais ( Matemática , Lógica , etc . ) , ciências da Natureza ( Biologia , Geologia , Física , etc . ) e ciência humanas ( Psicologia , Sociologia , História , etc . ).
Esta divisão das ciências já se encontra um pouco ultrapassada.
As ciências da natureza são as mais objectivas que as humanas , no entanto não são mais ciências que estas últimas , só que mais objectivas encontram-se mais vezes de acordo , pois os dados da natureza são fixos.Na História , por exemplo , o mesmo acontecimento pode ter várias interpretações.
As ciências da natureza explicamm e formulam leis enquanto que as humanas pretendem compreender os fenómenos.
Sem ciência existe o senso comum , ou seja usar a realidade sem fazer  reflexões ( tal como ela nos é apresentada ) , aceitar o que nos vem dos sentidos . Este conhecimento é desorganizado , dogmático e empírico.
O que é a ciência ?
A definição de ciência nos tempos modernos é um conjunto de conhecimentos discursivos que estabelecem relações ou leis necessárias entre os fenómenos estudados , sendo assim mias um mode de conhecer ( ou de pensar ) do que um conjunto de conhecimentos. A ciência não é um acumulado de conhecimentos. Tal como a filosofia ou a arte , a ciência é uma forma diferente de ver a realidade.
 Quais são as características das ciências da natureza ?
A primeira característica das ciências da natureza é a construção racional. Se a ciência é uma construção , essa construção tem de ser entendida numa época histórica e tem de ter diversos factores em conta , como as teorias precedentes ou os conhecimentos já existentes. A ciência é uma construção racional sem fim ( construtiva ).
Todas as ciências têm de possuir um método ( um conjunto de técnicas para uma determinada ciência explicar o respectivo objecto) e um objecto é a vida e o método é experimental.
As ciências caracterizam-se também por possuírem uma explicação operativa.
Todas as ciências explicam ( formulam teorias ) , prevêem ( mas não no sentido de advinhar o futuro , mas sim no sentido de já estarmos à espera que qualquer coisa aconteça e de pudermos modificá-la ) e produzem fenómenos.
Uma das características mais importantes das ciências é a revisibilidade . O conhecimento científico está sempre sujeito a revisões.Karl Popper dizia que todo o conhecimento que não estava sujeito a revisões não era cientifico , era dogmático.
As ciências possuem a sua prórpia linguagem , chamada linguagem cientifica e própria , com explicações precisas e práticas , que influenciam a própria compreensão da disciplina.
publicado por apontamentosecundario às 21:39
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O que é o Neopositivismo lógico ?
O Neopositivismo lógico apareceu no período entre as duas guerras mundiais , e em linhas gerais assemelha-se ao empirismo , inserindo-se na filosofia analítica ( interessa-se principalmente pelo significante , relegando o referente ( real ) e o significado ( conceito ou ideia ) para segundo plano.
O Neopositivismo lógico distingue-se do empirismo de Hume pela importância atribuída à linguagem , fazendo uma análise entre a linguagem e a realidade , preocupando-se com a linguística no geral e não especificamente ( como por exemplo o inglês ou o português ) . Se uma palavra não possui referente , o neopositivismo lógico humanidade , baseando-se no real , e excluindo o que não esteja de acordo com este.
Para o Neopositivismo lógico existem dois tipos de proposições , as analíticas ( estabelecem relações entre ideias ) e as sintéticas ( estabelecem relações entre factos ).
Ambos os tipos de proposições dividem-se em proposições com e sem sentido.
As proposições analíticas são proposições não transmitem qualquer informação sobre factos e portanto a sua verdade não depende em absoluto dos factos. Este tipo de proposições são tautologias , ou seja , são proposições em que o sujeito e o predicado expressam um só conceito ( por palavras diferentes ).
Por outro lado , as proposições sintéticas são próprias das ciências empíricas ( como a Física , Química , História ...), fornecem informações sobre factos e por isso a sua verdade depende desses factos. A fonte do conhecimento destes factos é a experiência .
As proposições analíticas com sentidop cumprem as regras da lógica . As sem sentido não cumprem as mesmas regras.
As proposições sintéticas com sentido são verificáveis ( basta existir a possibilidade de serem verificadas , depois podem ser verdadeiras ou falsas ) as sem sentido não o são ( não podem ser consideradas verdeiras nem falsas ).
Para finalizar o neopositivismo lógico pode considerar-se uma recusa à metafísica , pois de acordo com este todas as proposições metafísicas são proposições sem sentido.
publicado por apontamentosecundario às 20:22
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Apriorismo de Kant
 
Kant é racionalista por concordar que a Razão é determinante.No entanto , também concorda que se não houvessem sentidos , seria impossível chegar a certezas , pois a Razão tem de ter o concurso da experiência . Kant , pretende , com a sua tese de apriorismo , superar as noções do empirismo e racionalismo , em vez de os juntar.
Kant concorda com os racionalistas por afirmarem que a razão é a fonte do processo do conhecimento , no entanto , não concordava quando estes afirmavam que poderiam chegar a certezas sem a utilização da experiência. Assim Kant também concordava com os empiristas , quando estes diziam que era possível conhecimento do mundo sem a ajudoda experiência. No entanto , discordava destes , pois davam à Razão um papel passivo no acto de conhecer.
Para Kant existem três fontes de conhecimento : a sensibilidade , o entendimento e a Razão.
A sensibilidade pode traduzir-se por experiência. A sensibilidade é uma faculdade de receber dados. A sensibilidade é a intuição , dados que nos vêm dos sentidos ( dados da experiência ).Mas como é que o ser humano intui ? Através de formas a  priori . As formas a priori dão forma aos conteúdos que nos vêm dos sentidos. Duas dessas formas podem-se considerar o espaço e o tempo ( estruturas que gerem as intuições).A sensibilidade necessária ( diz o que acontece , sem ela não acontecimentos) , mas não suficiente para obter o conhecimento cientifíco , porque não explica a causa do acontecimento , ou seja não explica porque acontece.Senão houver nenhuma realidade para intuir , não existe conhecimento.
O entendimento é a inteligência e relaciona-se com a causa ( casualidade ) . O ser humano , após o processo da observação terá de explicar o porquê ( as causas para determinado conhecimento ) sendo assim o entendimento a investigação do porquê das coisas acontecerem de determinada maneira. A forma priori são as categorias ( Kant ao contrário de Descartes não fala em ideas inatas ) . O entendimento vê em todos os fenómenos a relação causa-efeito. Para existir , então uma primeira causa.
Enquanto que a sensibilidade é apenas uma relação temporal entre o antes e o depois , o entendimento é uma relação causa e efeito. Contudo a sensibilidade e o entendimento são dois factores da nossa inteligência que se encontram sempre relacionados : é necessária a sensibilidade para o entendimento e sem entendimento a sensibilidade não tem uso.
A Razão é um termo que nos ultrapassa , que a ciência não consegue abordar . É uma abordagem mais ampla , pensando nas limitações do entendimento.A forma a priori é Deus.
A sensibilidade e o entendimento funcionam no conhecimento científico . A Razão funcionam no conhecimento humano.
Segundo Kant , nós vemos as coisas como nos interessam e apenas as vemos da forma que o ser humano faz.
De acordo com Kant , o real divide-se em númeno e fenómeno. O número é o real em si mesmo . O número é nos absolutamente inacessível. O fenómeno é o real para nós ( Homem ) , o que nós vemos . Aqui , Kant formolou a teoria do Idealismo transcendental , respondendo à questão da natureza do conhecimento . O Idealismo transcencental supera as dificuldades do idealismo ( que só tinha fenómeno e não númeno ) e do realismo. Segundo Kant , se conhecêssemos o númeno não havia evolução do conhecimento nem tinhamos dúvidas , nunca nos enganávamos.
publicado por apontamentosecundario às 14:26
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Análise do Discurso do Método
O Discurso do Método apresenta uma série de passos para chegar ao conhecimento universalmente válido.
Nesta obra , René Descartes começa por afirmar que a inteligência e a Razão igualmente distribuídas igaulmente por todos os seres humanos.Afirma também que todos os homens são capazes de distinguir o falso do verdadeiro.Então o mesmo autor questiona-se , porque é que que algumas pessoas se enganam.
A resposta é simples , alguns usam a inteligência e Razão de uma melhor maneira , ou seja têm um bom método.É necessário o método para aplicar bem as suas faculdades e quanto melhor for esse método , mais perto perto se fica da verdade filosófica.A intenção do autor era portanto apresentar o método que usou para chegar a certezas e verdades. O objectivo da obra era encontrar um método que garanta a certeza nas ciências. Se este método for encontrado , responder à questão se haverão certezas.
Descartes fala-nos da importância da matemática .Esta parte do universal ( princípio sólido ) para o particular.Através das leis óbvias e válidas chegamos a outras .
Descartes pensa que se pusermos tudo em dúvida , podemos chegar a um princípio útil e posteriormente alcançar novas conclusões , ou seja , começar a descobrir o que é o conhecimento.Esta dúvida cartesiana é diferente da dúvida céptica , enquanto a dúvida céptica é sistemática , incerta e estéril ( não nos leva a lado nenhum ) , a dúvida metódica ( de Descartes ) pretende chegar à verdade . A dúvida é metódica ( apenas durante um certo tempo ), voluntária ( quer chegar a um conhecimento universal ) , radical e hiperbólica . Esta dúvida leva-nos a ser autónomos , este é o objectivo da filosofia e da obra. A autonomia é muito importante na ciência , temos de afastar os nossos costumes , ensinamentos e preconceitos e pensar com a nossa cabeça .Deixar tudo para trás e começar de novo.
Descartes demonstra uma certa humildade própria dos filósofos ao dizer que não tem a intenção de ensinar o método que cada um deverá adoptar , mas apenas mostrar a forma como Descartes chegou à sua.
Descartes afirma que sempre que algo for discustível ( duas pessoas inteligentes podem ter opniões diferentes ) dever-se-á considerar falso , só será verdadeiro o que for constrigente .Tudo o que é verosímil tamém é falso.
Assim se conclui a Primeira Parte do Discurso do Método , que é a Introdução deste.
Na segunda parte Descartes afirma que “ antes de sermos adultos fomos crianças “ , que significa que ninguém é homem ( ser utilizador da razão ) desde o nascimento , portanto durante muito tempo fomos controlados pelos nossos sentidos e professores ( nós usamos a razão através daquilo que nos diziam ) . Assim temos que pôr tudo em dúvida ( metódica e nunca céptica ) para sermos autónomos e independentes , “ deitar tudo abaixo o edifício “ e reconstruí-lo guiando-nos pela razão . Resumindo , como devedores dos saberes dos outros é necessário pôr tudo em dúvida , ou seja , rever tudo para chegar à verdade.
Ainda nesta parte , Descartes apresenta as quatro regras do método.
A primeira regra é a Regra da Evidência ( clareza e distinção ) que diz que só o que é claro e distinto é que faz parte da ciência e que uma ideia clara e distinta é um ideia que não se pode pôr em dúvida . Recapitulando : não aceitar nada que não seja claro e distinto.
A segunda regra é a Regra da Análise/Divisão que divide o problema em diferentes partes para o analisar mais especificamente.
A terceira regra é a Regra da Síntese que analisa o problema do mais simples para o mais difícil.
A quarta Regra é a Regras da Enumeração / Revisão que volta ao início para rever tudo e confirmar , só assim se pode aceitar com certeza as nossas conclusões.
Na terceira parte , Descartes quer dar as bases para a construção da nova ciência .
O autor vai construir uma moral provisória enquanto não encontra a defenitiva. Fazendo uma analogia simples , este moral provisória é o contentor onde os trabalhadores que estão a construir um edifício guardam os materiais de construção. Este edifício de que fala Descartes é o edifício do conhecimento , sendo portanto , muito importante a base ( a primeira certeza) do mesmo . A moral é o conjunto de regras que nos ajudam a viver.
Descartes nunca escreveu uma obra acerca da “ moral definitiva “ , a razão para tal não ter sucedido é ou porque não teve tempo ou , numa perspectiva mais filosófica , não há morais definitivas . A moral é permutável , muda com os tempos e circunstâncias.
Descartes pensa que primeiro temos de viver e só depois filosofar ( reflectir sobre o modo como estamos a viver ) .
O autor apresenta quatro máximas através das quais vai sustentar o seu comportamento moral , orientando a moral provisória.
A primeira é o pragmatismo que nos diz para obedecermos aos costumes e leis do país em que vivemos.
A segunda máxima é a do ser resoluto e decidido , ou seja , tomar uma decisão e não mais voltar atrás , ir sempre na mesma direcção.Devemos ser decididos e não confundir o essencial com o acessório.
A terceira máxima diz-nos que devemos fazer o melhor que esta ao nosso alcance , estando assim relacionada com o estoicismo. O estoico é aquele que pensa que a felicidade está numa certa pobreza material. O estoicismo põe em primeiro lugar aquilo que é bom para todos . O estoico é altruista e ao contrário do egoísta ou invejoso a sua felicidade está para além do bem pessoal.
Na quarta máxima Descartes diz-nos que mesmo que a sua moral seja provisória ele não fica elibado de procurar a verdade e criticar os comportamentos.Nunca pode abdicar de ser o mais razoável . Esta máxima é a síntese de todas as outras. À semelhança de Sócrates , Descartes defende que os ignorantes são incapazes de praticar o bem ou justiça pois simplesmente não conhecem o seu significado , portanto só os sábios ( pessoas mais perto da verdade ) são capazes de os realizar.
Estas máximas são o resultado do método que Descates está a propôr.
Descartes também critica a atitude dos cépticos , pois estes nunca têm alternativas . Duvidam , criticam mas nunca encontram a solução ou a verdade . O tipo de cepticismo de Descartes é por seu lado diferente dos Cépticos Extremos , ele duvida mas com o intuito de encontrar a verdade , não sendo a sua dúvida interminável.
Descartes procurava encontrar algo sólido e fixo para construir o edifício do conhecimento.
A quarta parte é a principal da obra . Nesta parte , o autor vai apenas dedicar-se à procura da verdade Descartes adverte-nos para o facto que podemos estar a sonhar , diz-nos que devemos duvidar dos nossos sentidos e que devemos tomar cuidado para não cometer erros involuntáriamente ( falta de método).
Cognito Ergo Sum “ ( penso , logo existo ) , com esta afirmação nasce a primeira nasce a primeira certeza. Adúvida nunca consegue destruir esta definição , pois para duvidar tenho de pensar. Mesmo que esta “ realidade “ física seja uma espécie de sonho , a alma nunca perde a sua identidade , ou seja existo sempre como um ser pensante. O ser humano possui duas substâncias : a alma e o corpo . O que com que nós existamos é a alma.
Descartes sabe que não é perfeito porque ele duvidou e um ser perfeito tem a sabedoria total e não duvida , o que nos leva portanto , à segunda certeza , a existência de Deus.
Ao pôr o Homem como primeira certeza e Deus como segunda , Descartes inverteu toda a filosofia medieval e abriu as portas para a filosofia moderna.
Descartes formolou três provas para demonstrar a existência de Deus.
A primeira prova da existência de Deus é a Prova da Casualidade que nos diz que apenas um ser perfeito pode dar origem a outro ser. Cada causa tem um efeito , Deus é , portanto , a causa da nossa existência ( este Deus não é o Deus puramente religioso ).
Senão existisse um ser perfeito nós não saberiamos o que era imperfeição . Segundo Descartes , Deus não teria criado outros seres perfeitos porque senão autoanulava-se.
A segunda prova era a Prova da Participação , pois o ser humano ao olhar para as suas características tem que supor que existe um ser que não se engana.
O último argumento para provar a existência de Deus é o do Santo Anselmo ( filósofo do século XII ) , no qual se diz que um ser perfeito senão existisse não era perfeito. Dentro da ideia de Deus está na ideia de perfeição e dentro desta encontra-se a ideia de existência .Descartes faz uma analogia a um triângulo que contêm em si três ângulos para explicar este argumento.
Na quinta parte , Descartes fala-nos da 3ª certeza a que chegou . Descartes , na quarta parte da obra , volta a afirmar que Deus existe e é um ser perfeito. Se Deus é perfeito então a hipótese de ser um ser superior malvado e enganador é excluida.Logo se Deus , que criou o nosso mundo , é perfeito e portanto não nos engana , a realidade física que percepcionamos existe.
Nesta parte , Descartes distingue , também , claramente alma ( res cognita ) de corpo ( res extensa ) .
A sexta parte da obra serve como conclusão da mesma . Nesta , Descartes refere-se a Galileu Galilei e à sua condenação por parte da Igreja , mostrando também o autor algum receio em que a sua obra não seja bem recebida pela Igreja e também ele seja condenado.
Descartes , nesta parte , afirma que existem muitos mais tópicos sobre os quais ele gostaria de estudar e escrever , e menciona a importância da obra estar escrita em francês , ao contrário do latim ( língua em que normalmente as obras cientificas eram escritas e que pouca gente conhecia ) o francês , conhecido por muito mais gente permitia uma divulgação da obra , não só dentro da comunidade cientifica , mas sim para toda a população. A obra estava escrita de uma forma que todas as pessoas eram capazes de a compreender , não só as que possuíam conhecimentos no campo da Filosofia. Desta forma , mais gente a leria e causaria um maior impacto. O autor mostra assim uma grande preocupação pela divulgação da Filosofia.
publicado por apontamentosecundario às 14:03
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